Amor pelos Irmãos
O antigo mandamento,
que em certo sentido é novo (cap. 2:7-8), que é “que vos ameis uns aos
outros” é revisitado como evidência da vida divina. Como foi no caso da
justiça prática, o amor foi perfeitamente manifestado na vida do Senhor Jesus.
Caim é apresentado como o contrário dessas duas coisas. Ele manifestou rebelião
e ódio – as duas características opostas de justiça e amor.
Ele matou seu irmão porque o sacrifício de seu irmão foi aceito por Deus e o dele
não. A aprovação de Abel por Deus despertou ódio invejoso no coração de Caim, o
que o levou a matar seu irmão. Isso mostra a que o ódio descontrolado pode
levar.
V. 13 – João então nos
lembra de que, ao manifestar essas duas características da natureza divina – o
que faremos se verdadeiramente formos filhos de Deus – teremos o ódio do mundo
derramado sobre nós. Ele diz: “Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos
odeia”. Isso não deveria causar surpresa a qualquer filho de Deus; o Senhor
avisou os discípulos disso (Jo 15:18-16:4). Os princípios do mal que foram
manifestados pela primeira vez em Caim marcaram o curso do mundo desde então.
V. 14 – Na presença do
ódio do mundo, sabemos que passamos “da morte para a vida” (Jo 5:24 –
ARA) porque amamos os irmãos. A atividade do amor divino é a prova prática da
vida divina. Por outro lado, se uma pessoa que professa ser um filho de Deus
não ama seus irmãos, ele prova que não é filho de Deus – na verdade, ele “permanece
na morte (moral)”.
Vs. 15-16 – João então
contrasta o exemplo extremo de ódio com o maior exemplo de amor. Ele diz: “Todo
o que odeia seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida
eterna permanecendo nele. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida
por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (AIBB). O ódio leva ao homicídio,
mas o amor leva ao sacrifício de si mesmo pelo bem dos outros. O sacrifício de
Cristo é o exemplo perfeito do último – Ele “deu a Sua vida por nós” (1
Jo 3:16; Jo 10:11). Ambos os atos de extremo ódio e extremo amor levaram à
morte! Mas foi por razões completamente diferentes – uma foi por causa da
violência e a outra foi pura submissão. João diz que essa mesma expressão de
amor deve ser vista nos filhos de Deus porque eles têm a mesma vida divina. Se
somos verdadeiros crentes, nosso amor se expressará em ação. Serviremos “uns
aos outros pelo amor” (Gl 5:13) e colocaremos “nossa vida” a serviço
de nossos irmãos. O amor prático é uma prova genuína de que somos verdadeiros.
V.
17 – Em contraste, ele diz: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu
irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de
Deus?” (AIBB) Alguém que professa ter a vida divina, mas não manifesta amor
e compaixão para com seu irmão – se essa for a prática habitual de sua vida – prova
que ele não é um verdadeiro filho de Deus.
V. 18 – Conhecendo a
falsidade do coração humano (Jr 17:9), João nos adverte sobre ter meras
expressões superficiais de amor (Veja Tiago 2:15-16). Ele diz: “Filhinhos,
não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade” (AIBB). Os apóstolos Paulo e Pedro exortam os santos para esse fim
também (Rm 12:9; 1 Pe 1:22). Isso mostra que Deus quer a veracidade em Seu povo.